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Luiza Mell destaca a importância de dar o primeiro passo em prol dos animais

Um simples compartilhamento na rede social pode parecer um passo pequeno, mas ela alerta sobre a importância de ações – pessoas e virtuais – que mobilizam a sociedade.

 

Em sua palestra, Luiza contou sobre sua trajetória como ativista e alguns dos seus resgastes que ganharam mais notoriedade. Além disso, ela também mostrou vários casos de abusos e exploração ao redor do mundo, e o quanto é importante que haja uma mudança de atitude das pessoas para mudar essa realidade.

Fundado em fevereiro de 2015, o Instituto Luiza Mell atua principalmente no resgate de animais feridos ou em situação de risco, recuperação e adoção. Luiza conta que sua história mudou quando foi até a CCZ e lá viu que os cachorros que não eram adotados dentro do prazo de três dias, eram sacrificados. A visita não foi em vão. Ao perceber o desespero no olhar daqueles cães, ela prometeu que a sua vida a partir daquele dia seria em prol do bem-estar deles.

O que inicialmente era um trabalho voltado para cães e gatos, ampliou-se e hoje, o instituto se envolve em diversas causas por qualquer animal que necessite de auxílio. Uma das causas que ganhou notoriedade sobre o caso da Ursa Marsha. A briga na justiça pela transferência do animal chegou ao fim depois de ano vivendo no Parque Zoobotânico de Teresina, sob o calor da cidade que chega aos 40º C. Alimentando-se de comida de cachorro, finalmente a Ursa foi para um lugar adequado, construindo especialmente para ela.

Em sua palestra, a ativista destacou que hoje já são mais de 2.000 animais resgatados pela ONG e contam também mantém um abrigo com cerca de 300 deles.

No entanto, ela ressalta: “Manter uma ONG é muito difícil. A gente precisa fazer muitas campanhas para conseguir manter tudo funcionando e conseguir adoção para os animais que resgatamos”. E acrescenta: “Hoje eu já perdi as contas de quantas vidas salvamos com a camiseta da campanha Adote”.

Além disso, sua luta vai além do resgate. Luiza batalha por mudanças em leis, conscientização em grandes empresas, para que elas adotem ações conscientes e de respeito animal, além é claro, de se engajar com marcas que desenvolvem seus produtos sem qualquer tipo de teste ou exploração animal.

Sobre a mobilização pública, Luiza dá como exemplo, o caso do cachorro Machinha, que morreu após maus-tratos cometidos por um segurança numa loja da rede Carrefour em novembro de 2018. A repercussão nacional do caso foi de extrema importância para que a justiça agisse e o Carrefour passasse a ter uma parceria com a AMPARA Animal, realizando ações preventivas de conscientização, castração e adoção, que transformam a realidade de mais de 10 mil animais, todos os meses.

Portanto, para Luiza, mesmo que seja um simplesmente compartilhamento de informação, um post, uma foto, tudo é válido para mobilização. Casa passo dado é um passo à frente.

 

Fonte: Primeira Página

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