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Intolerância à lactose não é alergia ao leite

Intolerância à lactose não é alergia ao leite

Lactose é um tipo de açúcar que não é desencadeadora de alergias. Já as proteínas do leite, sim. O artigo da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia esclarece o assunto.

 

Lactose causa alergia? Essa é uma confusão bastante comum. Por esse motivo, o Departamento de Comissão Científica de Alergia Alimentar da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) resolveu esclarecer o assunto.

Lactose é um tipo de açúcar encontrado no leite e não é desencadeadora de alergias, mas sim de intolerância – por isso não se deve utilizar o termo “alergia à lactose”. Os sintomas da intolerância à lactose são dores abdominais, diarreia, flatulência (gases) e abdômen distendido. O paciente pode ingerir alimentos que contenham proteínas do leite, mas com quantidades reduzidas da lactose, mas permanecerá com a intolerância até o final da vida. A especialidade que trata da intolerância à lactose é a Gastroenterologia.

Já as proteínas do leite são desencadeadoras de alergias (caseínas, alfa-latoalbumina, beta-lactoglobulina). Os sintomas podem ser vários, como placas vermelhas pelo corpo, coceira, inchaço dos lábios e dos olhos, vômitos em jato e/ou diarreia até a anafilaxia, considerada a reação mais grave. O quadro, geralmente, se inicia no primeiro ano de vida e a doença costuma remitir até a segunda década de vida. Alérgicos ao leite devem evitar todos os alimentos que contenham as proteínas do leite, mesmo aqueles que apresentam baixas quantidades de lactose. A especialidade que trata as alergias alimentares, entre elas a da proteína do leite de vaca é a de Alergia.

O diagnóstico de alergia alimentar deve seguir quatro pilares:

    • A história, que deve ser muito bem avaliada por um médico experiente;
    • Exames laboratoriais, que também precisam ser muito bem interpretados, pois nem sempre um IgE positivo indica que o paciente seja alérgico. Exames que avaliam a presença de IgG a alimentos não possuem qualquer relevância clínica e não devem ser recomendados na investigação de qualquer tipo de alergia alimentar;
    • Dieta de restrição – retirar o alimento, avaliar a melhora para depois expor o paciente novamente ao alimento e, assim, ter a certeza que existe a relação de causa e efeito;
    • E o teste de provocação oral, que realmente estabelece o diagnóstico. Consiste na oferta do alimento para a criança, em doses regulares, crescentes, sempre sob a supervisão médica. Deve ser realizada em ambiente apropriado, seja na clínica, hospital ou, até mesmo, dentro da UTI, dependo da necessidade que o médico julgar. Nunca deve ser realizado em casa, pois coloca a criança em risco de morte.

 

Fonte: Primeira Página, com informações da ASBAI.

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