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Publicado em:
10
12/2018

Quatro tipos de plantas medicinais e suas finalidades

Os quatro “A” da medicina natural: Alfazema, Alcaçuz, Alecrim e Arnica – principais benefícios e perigos oferecidos por elas.



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Pixabay

É milenar a cultura de tratar doenças com plantas medicinais, mas usar corretamente cada tipo é fundamental para garantir que o remédio funcione. Antes de tudo, deve-se saber que o que é natural pode fazer mal, sim. As plantas necessitam de recursos químicos para se defender, como alguns alcaloides, que, por serem amargos e tóxicos, afastam predadores, ou óleos essenciais, que atraem aves para polinização.

Assim como algumas dessas substâncias podem atuar positivamente no organismo humano, outras podem provocar sérios danos. Nada como ficar atento. Destacamos plantas medicinas, bem como os perigos que elas oferecem, caso não sejam usadas da forma ideal.

Alfazema: Na antiguidade, a planta era usada em banhos de imersão de gregos e romanos. Isso, provavelmente porque suas flores têm um delicado aroma calmante. Seu óleo essencial carrega mais de 150 compostos que respondem por seus bons efeitos, os quais vão desde o combate à insônia até a falta de apetite. Hoje, sabe-se que a alfazema também é eficaz contra cistite e inflamação na bexiga, comum nas mulheres.

Fins: Suas folhas são usadas em remédios contra a conjuntivite e as flores funcionam contra tosse, bronquite, queimaduras e enxaqueca.

Como fazer: Misture 100 ml de óleo de amêndoa com 40 gotas de essência de alfazema. Use esse óleo para massagear o corpo. Uma boa dica é aplicá-lo antes de dormir.

Atenção: Em excesso, o chá de alfazema irrita bastante o estômago. E mais, a planta não deve ser confundida com a alfazema-do-brasil ou erva-santa.

Alcaçuz: Planta fortemente adocicada, descoberta há mais de três mil anos na Europa e na Ásia. Com seu sabor, cerca de 15 vezes mais doce do que a cana, ela é usada tanto para combater aquela coceirinha na garganta que acompanha uma crise de tosse quanto contra úlceras gástricas.

Fins: O alcaçuz é usado contra problemas pulmonares, como tosses, por ser antisséptico e anti-inflamatório. Pesquisas sugerem sua aplicação nos casos de reações alérgicas, bronquite e artrite.

Como fazer: use 3g (1 ½ colher de sopa) da raiz seca do alcaçuz cortada em pequenos pedaços. Esquente uma 1 xícara de chá e desligue o fogo antes da fervura. Deixe a raiz em imersão por 15 minutos e beba antes das refeições.

Atenção: A dose máxima dessa planta é de 6g ao dia. Mais do que isso pode causar a elevação da pressão sanguínea, inclusive, a espécie é proibida para quem tem problemas cardíacos, hipertensão ou gestantes.

Alecrim: Na Grécia antiga, era a erva mais usada – de cosméticos a incensos, passando por enfeites de coroas. Rico em óleos essenciais, como limoneno e cânfora, hoje, seu uso medicinal mais comum é em compressas para aliviar contusões e hematomas. Diminui as dores provocadas por doenças reumáticas e articulares.

Fins: Seus principais ativos combatem enxaquecas, lapsos de memória e baixa imunidade, além de reduzirem as dores reumáticas e articulares.

Como fazer: Dilua 1 colher de café de óleo essencial de alecrim em 1 xícara de azeite de oliva. Esfregue o óleo na região dolorida com massagens suaves.

Atenção: Em pessoas sensíveis, pode irritar a pele quando usado com frequência. Seu óleo jamais deve ser engolido e, em altas dosagens, pode ser abortivo. Quem é epilético não pode usar a erva, principalmente no difusor.

Arnica: É raro quem nunca usou uma pomadinha de arnica em machucados e hematomas. A fama vem do tempo das avós e já ganhou comprovação científica: a arnica funciona mesmo como um remédio nesses casos. Quem responde por seus benefícios é uma substância chamada quercetina, responsável por aumentar a resistência dos vasos e a irrigação sanguínea. Por isso o coágulo vai sendo removido, apagando a mancha roxa da pele. Já a inolina é o componente que faz dupla com a quercetina e alivia a dor.

Fins: Também é usada para tratar problemas de pele como acne e furunculose. E ainda ajuda a aliviar dores reumáticas, gotas e tendinites.

Como usar: Para tratar contusões, faça a seguinte tintura, que pode durar até um ano, se for armazenada corretamente: uma parte de arnica fresca, cinco partes de álcool de cereais (encontrado em farmácias) e cinco partes de água. Pique a planta e misture-a com os outros ingredientes. Deixe descansar por pelo menos 15 dias antes de usar. Para uso em compressas, a tinta deve ser diluída em água em 10%.

Atenção: A planta tem compostos tóxicos e, por isso, sua tintura não deve ser ingerida de jeito nenhum e nem se deve fazer chás com suas folhas e flores. Também não pode ser aplicada sobre feridas abertas. Seus efeitos colaterais incluem vômitos, aumento da pressão arterial e aborto. Grávidas e mulheres que amamentam não podem usá-la. Além disso, a arnica potencializa sangramentos, especialmente se a pessoa toma remédios anticoagulantes. Nunca a use com outras ervas: a mistura pode alterar a função das plaquetas.

Fonte: Primeira Página


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