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5
12/2018

Suplemento aumenta a detoxificação em músculos de atletas

Aminoácido beta-alanina tem participação na produção de carnosina no músculo esquelético. Substância elimina aldeídos reativos, moléculas que podem comprometer a estrutura e a função do DNA e de proteínas.



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O aminoácido beta-alanina, bastante utilizado por atletas, tem participação importante na produção de carnosina no músculo esquelético e ajuda a eliminar aldeídos reativos, moléculas que podem comprometer a estrutura e a função do DNA e de proteínas.

Sua ação foi observada por pesquisadores brasileiros pela primeira vez no músculo esquelético por meio de um estudo na revista Redox Biology. A carnosina se liga a aldeídos como a acroleína e forma os chamados adutos. “A carnosina encontrada no músculo dos atletas mostra o efeito benéfico do exercício físico, já que ele provoca a eliminação de substâncias tóxicas”, disse Marisa Helena Gennari de Medeiros, professora do IQ e uma das coordenadoras do estudo.

O trabalho publicado agora é resultado da colaboração entre pesquisadores da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE). e do Instituto de Química (IQ) da Universidade de São Paulo (USP), que fazem parte do Centro de Pesquisa em Processos Redox em Biomedicina (Redoxoma). um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP.

Foram coletadas amostras do músculo vasto lateral (localizado na coxa) de 14 ciclistas, antes e depois de 28 dias de suplementação com beta-alanina ou placebo.

Para o experimento, foi usado o desenho duplo-cego, em que nem os pesquisadores nem os voluntários sabiam previamente se o que estava sendo tomado era suplemento ou placebo. As amostras de músculo foram retiradas após testes de ciclismo intermitentes de alta intensidade, um teste bem conhecido na área de educação física.

As amostras, retiradas logo após o esforço físico intenso, foram analisadas por meio de uma metodologia ultrassensível e altamente específica, a cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC), acoplada à espectroscopia de massa em tandem. O método foi desenvolvido pelo grupo de Medeiros e é capaz de quantificar com precisão a carnosina e seus adutos no tecido e nos fluidos biológicos.

Os dados coletados mostraram que a beta-alanina aumentou o conteúdo de carnosina muscular em cerca de 50% em relação ao que foi coletado antes da suplementação. Além disso, nas amostras de músculo suplementado foi observado um aumento significativo da formação de adutos carnosina-acroleína após o exercício.

Segundo Medeiros, nem o exercício sozinho nem apenas a suplementação aumentaram a formação de adutos. “Isso mostra que a carnosina sequestra a acroleína no músculo esquelético, o que é importante para a detoxificação de aldeídos reativos gerados durante o exercício”.

Ao reagir com algumas proteínas e com o DNA, os aldeídos reativos podem comprometer a estrutura e a função desses. Por isso, os resultados mostram não apenas que o suplemento gera um benefício real para os atletas que fazem uso dele, como abrem caminho para possíveis tratamentos de doenças caracterizadas por estresse oxidativo anormal, como distúrbios cardiovasculares, aterosclerose, Parkinson e Alzheimer.

O grupo planeja estudar os efeitos da suplementação com beta-alanina em idosos. “Com o envelhecimento da população, é importante termos recursos que contribuam para a melhora da força muscular de idosos. Além disso, a carnosina também pode ser eficaz para combater a dor crônica, associada ao acúmulo de aldeídos”, finaliza Medeiros.

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Fonte: Primeira Página, com informações da Abifisa


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