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Publicado em:
9
6/2018

PANCS na alimentação: Palestra desmistifica universo que ainda precisa ser explorado

Crista-de-Galo, Botão-de-Ouro, Caruru, Taioba, Ora-pro-Nobis. Quem nunca ouviu falar nesses nomes é considerado um analfabeto botânico.



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Licor de Jenipapo, salada com a flor da vitória-régia ou quem sabe uma pipoquinha com a semente da planta? Essas são apenas algumas das centenas e centenas de possibilidades culinárias que você pode obter através das PANCS - Plantas Alimentícias Não Convencionais

A alimentação mundial é basicamente monótona. Das 300 mil espécies existentes, nós consumimos apenas 0,04% de plantas comestíveis. Além de empobrecer o solo, nós empobrecemos nosso cardápio.

No evento que aconteceu no dia 8 de junho, na Arena Conhecimento, os palestrantes, Bela Gil, Conceição Trucom, Valdely Kinupp e Ana Flavia Badue explicaram a importância do consumo dessas plantas, deram receitas e dicas de alimentação e alertaram sobre as inúmeras possiblidade de bem-estar que as PANCS proporcionam.

Enquanto Kinupp, professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas, elucidou o púbico presente a respeito das questões botânicas dando dicas importâncias sobre a leitura das plantas, Bela Gil falou a respeito do aspecto culinário das PANCS.

“Quando se fala de PANC, estamos falando de uma forma muito democrática de conseguir diversificar a nossa alimentação, e com isso a gente consegue levar saúde para o solo que precisa receber nutrientes para que ele se mantenha com mais vida, saindo da monocultura”, explicou Bela Gil, culinarista e apresentadora.

Bela lembrou que quando começou seu programa de TV, as pessoas reclamavam que tinham dificuldade de fazer suas receitas, mas depois descobriu que a dificuldade estava em conseguir os ingredientes. Hoje, ela acredita que o acesso a essas plantas melhorou muito, mas ainda há um longo caminho a percorrer; para tanto, ela ressalta que é necessário que haja uma alfabetização botânica.

Entre as dicas culinárias dadas por Bela Gil está a jaca verde – sim, ela é considerada uma PANC - que pode ser usada para recheios de empadinhas e salgados em geral, a moqueca feita do seu caroço, e até mesmo o seu fruto pode ser frito e servido como aperitivo.

Outra sugestão é o coração da bananeira, que pode ser servida como caponata – para isso basta cortar, ferver cerca de três vezes para tirar o amargor e deixar ela macia e refogar com alho, azeite, azeitona, tomate e pimenta. Perfeita para ser recheio de crepe, por exemplo.

No quesito plantas, Bela ressalta que o caruru pode substituir o espinafre ou outras folhas verdes geralmente usadas para refogar. Vai muito bem se acompanhado de molho tahine e servido junto com arroz, massas, farofas etc.

Aprender a “ler as plantas” é primordial, e segundo Conceição Trucom, especialista em química orgânica, devemos aproveitar todos os espaços que a vida nos oferece para o plantio das PANCS. “Se você é um analfabeto botânico, começa a se permitir a andar pelos lugares e conversar com as PANCS” e emenda: “Elas têm essa característica de você pegar um muda com um amigo, por exemplo, e se encantar”.

Fonte: Primeira Página


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